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Histórico de Exposições

                            

 

Histórico de Exposições

>> CICLO DE EXPOSIÇÕES: ‘Dar voz aos objectos’ [2007 a 2008]

Exposições em torno de um objecto do acervo previamente seleccionado. São feitas conversas com os doadores - maioritariamente habitantes da Luz e Mourão. As conversas têm lugar no Museu e são registadas no suporte vídeo. Partindo destes depoimentos é feita uma pequena exposição no Átrio do Museu e que procura restituir os usos e simbolismos dos objectos e reconstituir os seus ciclos de vida. Pretende-se, simultaneamente, documentar os objectos e promover o envolvimento dos doadores na dinamização museal.

-> O tacho de Josefa Rosa: maior tacho da aldeia da Luz [16 Março a 17 Maio 2007 . Reposição a 23 de Outubro a 25 de Novembro 2007]

O grande tacho de zinco de Josefa Rosa era o maior da aldeia, motivo porque era emprestado a toda a comunidade para fazer os ensopados de borrego de momentos festivos, nomeadamente os casamentos e baptizados.

Exposição: Tacho

 
-> A lancheira de Domingos Godinho: lata da merenda do trabalho [18 Maio a 13 Julho]

A lancheira era utilizada para transportar a merenda para os trabalhos da lavoura agrícola, pelo que este objecto nos remete para a vida do campo, nomeadamente para a hora da refeição - um momento ritual de reforço das relações sociais entre os trabalhadores.
 
 
 
-> A tarrafa de Francisco Capucho: do objecto ao ofício [15 de Dezembro de 2007 a 15 de Maio de 2008]

 

Este objecto, a tarrafa, remete-nos para as memórias associadas ao ofício do fabrico de redes de pesca, às artes de pesca e à paisagem ribeirinha.

 

Com a submersão da antiga aldeia e a criação do lago de Alqueva, houve uma inevitável alteração das tipologias de arte piscatórias até então características do Guadiana. A arte do fabrico de redes de pesca caiu em desuso e é hoje um elemento de memória da comunidade da Luz.

 

Exposição: Tarrafa

 

 

-> O Pote de Caiação por Ermelinda Godinho [17 de Maio de 2008 a 19 de Julho de 2008]

 

Nesta exposição Ermelinda Godinho fala-nos sobre o pote de caiação, elemento que evoca o universo de práticas eminentemente femininas, desde o seu uso nas cerimónias do casamento ao universo funcional e simbólico da prática da caiação, encarada como uma extensão do espaço doméstico para o exterior.

 

Exposição Pote de Caiação

 
 
 
>> EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: Mais alta a água: o Guadiana e a nova tradução da terra [21 Julho a 21 Outubro 2007]
FOTOGRAFIA: ANTÓNIO CUNHA | TEXTOS: ANTÓNIO MARTINHO
 
A exposição de fotografia resultou directamente de um minucioso e sistemático trabalho de recolha de imagens preconizado por António Cunha durante praticamente 3 anos, na vasta área geográfica submersa pelo grande lago de Alqueva. As suas fotografias ganham hoje novo sentido, ampliando a beleza dos Sítios, dos Monumentos e do Rio desaparecidos.
A presença da exposição ‘Mais alta a água: o Guadiana e a nova tradução da terra’, no Museu da Luz, contribuiu, simultaneamente, para um novo olhar sobre o próprio Museu e suas Exposições, documentando o seu discurso e contextualizando todo o processo que motivou o aparecimento deste novo povoado da Luz.
 
A exposição foi acompanhada por um catálogo de grande qualidade, com fotografias do autor e textos do poeta António Martinho.
 
 
>> EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA: Alqueva: Paisagem que muda, povo que espera [15 de Março a 15 de Maio 2008]. Fotografia de MIGUEL PROENÇA

SINOPSE:

“Dedicado à aldeia da Luz, porque a memória é a base.”

A exposição resultou de uma abordagem fotográfica documental à situação vivida na aldeia da Luz e na bacia da barragem de Alqueva, entre 2001 e 2003. A ideia nasceu de uma parceria com António Oliveira Soares, que se dispôs a escrever um texto acerca destes acontecimentos, que seriam reunidos em formato livro.

As imagens foram captadas durante várias estadias na antiga aldeia da Luz, com base nos contactos pessoais mantidos com os habitantes e nas preocupações destes.

Tendo perdido a importância mediática daquela época – 2002 a 2003 - e passados cinco anos, o trabalho chegou à luz do dia onde se afirma não como uma contestação fora do seu contexto no tempo, mas sim como uma memória em imagens e uma reflexão acerca do todo.

Na melhor das possibilidades este trabalho ajudará a lembrar a aldeia da Luz e a pensar a nova Luz. Como fotógrafo esta hipótese é suficiente para continuar o caminho, sempre cheio de interrogações e procura de respostas. Miguel Proença, Março de 2008

 

                                                                                  


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